28 de mai de 2007

Odontologia no Quebec

Na viagem que fizemos ao Quebec em março fizemos uma visita à Ordem dos Dentistas do Quebec, que é como o CRO aqui no Brasil. O processo é assim:

Faz-se uma inscrição, aproximadamente para outubro, para fazer as provas da Ordem dos dentistas do quebec. Eles vão analisar toda sua documentação e, se for compatível, poderá fazer as provas. Estas provas são para ver se o que vc aprendeu aqui, corresponde ao que é ensinado lá. A primeira prova é teorica, mais ou menos em abril, e se passar, vai para a segunda fase, que é prática em manequim, também mais ou menos em outubro do outro ano. Se após estas provas, vc for aprovado, aí faz as provas do NDBE junto com todos os dentistas, inclusive os de lá. O processo todo demora no mínimo 1 ano e meio para 2 anos se vc passar em tudo. Mas o mais vantajoso é que é bem mais barato (15000 dólares canadenses aproximadamente) e vc pode trabalhar em qq outra coisaa, enquanto espera para as provas. Mas tem um detalhe: o processo só é valido para trabalhar no quebec, se vc tem pretensões para ir a outro lugar no canadá, terá que fazer o Qualifying Program com custos bem mais caros. Mas pode-se tentar bolsa do governo para financiar os custos. Como não temos pretensão de mudar para outra província, escolhemos o Quebec. Tem outro porém; se for clinicar no quebec, tem que aprender o françês, pois nem todo mundo lá sabe inglês, aliás, saiu de Montreal, o francês é indispensável. Em Montreal ainda dá para se virar apenas com o inglês.
Se você tiver uma especialização, poderá depois disto tudo, entrar no processo de validação do seu titulo de especialista no Royal College.
Ao lado está o link para a Ordem, abaixo do link do site de meu consultório.
Um abraço,

José Roberto e Camila

11 de mai de 2007

Impressões Parte II

A Camila falou as impressões dela e agora é a vez de eu dar as minhas impressões.

Bem, com relação ao frio, eu achei o Quebec melhor do que eu imaginava. Quando chegamos em Montreal, pudemos perceber realmente o frio que estava fazendo, pois em Toronto não saímos do aeroporto. E, para minha surpresa, não achei tão frio quanto pensei. É claro que estava mau vestido, pois não tenho roupas para o inverno de lá, mas achei que fosse sentir mais. Enquanto estivemos em Montreal o maximo de frio que pegamos foi -10 C . Mas depois fomos indo em direção a Quebec ville, passando por Trois Rivière e o frio foi aumentando pois vinha uma tempestade de neve e com o vento a sensação de frio aumentava, apesar dos 13 C negativos. O vento estava tão frio que ao sorrir parecia que tinha ido ao dentista e ele fazia teste de vitalidade nos dentes! Mas o maior frio foi em Gatineau, onde fez -17 C. Mas como não ventava, era bastante confortável sair na rua.
Falando um pouco de cada cidade que visitamos, primeiramente gostaria de falar de Montreal. É uma cidade grande, confinada numa ilha também grande. Há bastante espaço e a cidade fica mais concentrada ao sul e a leste da ilha. É uma cidade que tem muitas diferenças de um bairro para outro, como uma grnade metrópole. Tem engarrafamentos, principalmente pela manhã e no final da tarde, mas o sistema de transportes funciona muito bem. O metrô é integrado com o sistema de ônibus da cidade e funciona bem que é uma beleza. Compramos um cartão que dá direito a viajar livremente no metrô como nos ônibus por três dias. Então aproveitamos e conhecemos boa parte da cidade sem andar de carro. Mas o que me impressionou mais foi o sistema de galerias subterrâneas que liga todo o centro da cidade. Incrível como se pode fugir do frio e da neve por baixo da cidade, ligando shoppings a estações de metrô e a varios prédios comerciais. O hotel que ficamos hospedados estava a 3 quadras de uma estação de metrô, então sentiamos o frio apenas neste percurso. Tem muitas atividades culturais como Sâo Paulo, desde museus, parques de diversões, atrações turísticas, shows como também de muitos restaurantes de ótima qualidade, nem tanto de conforto, mas sim de sabor. A multiculturalidade (acho que é assim que se escreve) da cidade é bastante evidente e não vimos nenhum ato de violência nem batida de transito! Impressionante como as pessoas tem responsabilidade ao dirigir. As leis de trânsito são obedecidas rigorosamente e mesmo no engarrafamento, não observamos sinais de impaciência como mudar de faixa a toda hora para tentar ir na pista que anda mais rápido. Se tem uma fila de carros para virar numa rua, não tem ninguém que dá uma de esperto e tenta entrar na fila lá adiante. Se acontece isso é porque a pessoa errou e talvez não tenha visto que a fila era para virar naquela rua, então ele logo é acomodade na fila e não tem ninguém que fica colado na traseira do carro da frente para não deixar que ele entre na sua frente.
Conhecemos também Laval, uma cidade vizinha a Montreal, também muito grande, mas uma cidade dormitório. A maioria das pessoas que moram lá, trabalham ou estudam em Montreal. De dia fica bem tranquilo e não tem muito o que fazer. Em compensação, os aluguéis são mais baratos, mas não tanto quanto eu pensei que fosse. Não andamos muito por lá, talvez por isso não tenha conseguido definir exatamente se há um 'centro da cidade', pois ela é muito espalhada e em todo lugar tem um centro comercial. O sistema de ônibus de lá não é integrado com o de Montreal, o que faz gastar mais com transporte coletivo e ficar indo de carro acho que também não valha a pena pois pega muito congestionamento.
Depois disso, alugamos um carro e fomos para Trois Riviére, uma cidade no meio do caminho para Québec ville. Uma cidade pequena e encantadora, também com muitos bons restaurantes. (Lá os canadenses comem muito bem!), mas não sei se eu moraria lá pois na minha área acho que não teria tanto mercado de trabalho. Me pareceu como se fosse uma cidade de se passr os fins de semana como Campos do Jordão é para São Paulo.
Já Quebéc Ville me agradou bastante. É uma cidade pequena, mas espalhada, com tudo de infra estrutura (exceto metro) que uma cidade grande tem mas não pude perceber algumas desvantagens, como congestionamento. É uma cidade muito bonita, e o campo para dentistas parece ser bom, pois a maioria se concentra na área de Montreal. Eu fiquei inclinado a ir morar lá, mas a Camila não teve uma impressão muito boa, principalmente, talvez, pelo frio que sentimos lá e pela tempestade de neve que nos prendeu no hotel por uma manhã inteira.
E finalmente Gatineau. Gostamos muito de lá também. É uma cidade como Laval, em que a maioria das pessoas trabalha em Otawwa e dormem em Gatineau. Sentí como se estivessemos em Brasília, pois também moramos numa cidade dormitório. Tem o parque nacional onde se pode deesfrutar de um passeio no campo com a vantagem de estar dentro da cidade! E tem cara de cidade mesmo, com centro e tudo, diferentemente de Laval. Mas uma ótima opção para morar também.
Acho que é só... Claro que tem muitas outras coisas para falar de lá, mas o que achei de mais importante está aqui.
Na próxima postagem deverei falar um pouco sobre os cursos de françês que estou fazendo!
Um abraço a todos!